sábado, 26 de julho de 2025

Como tal e qual

 Às vezes, eu me sinto,

Como aquele morcego

Que estava lá na caverna 

De cabeça para baixo

Só curtindo o seu sossego:


Na sua vida de notívago,

Relaxado e bem quieto

Afiando o seu sonar

Para assim poder caçar

Tranquilamente o seu inseto.


Ele fazia, ti, ti, ti, ti, ti...

Num frenético farfalhar

E voltava  pra sua amada

Para poder se acasalar.


Voava sempre a trissar,

Compondo seu repertório

Mas um dia, de repente,

Ele foi capturado, 

Acusado e condenado!


Levando assim,

Toda a culpa no cartório;

De algo que escapou

Por um pequeno descuido

De um tal laboratório...


"...Há coisas, que a gente não gosta.

...Há coisas, que o poeta não posta:

Isso, lhe trará desassossego.

Ou ele se cala de vez

Ou acabara como o morcego!"


Leninisia Alencar


( Isso foi escrito há muito tempo...Só Deu coragem de postar agora. Aí que medo!)


quinta-feira, 17 de julho de 2025

A sala sonolenta

Todo mundo adora 

Quando chega aquela hora 

Em que tudo vai ficando 

Em câmera lenta 


Como se tivesse aspergido 

Uma dose de água benta 

Num lugar onde só tem 

Muita gente, inquieta e barulhenta!


Nós colos, os embalados,

Nós colchões, os estirados:

Com os braços jogados

Por todos os lados;


Há pernas esparramadas,

Dobradas, enroladas e até cruzadas!

Tem menino de bruços 

Com suspiros e soluços


Mas tem alguém falando:

Porque está sonhando!

É o silêncio do mundo 

Naquele sono profundo 


Onde o descanso faz pouso 

Num momento de repouso 

Parece um templo sublime 

Onde a paz se exprime...


Que sossego bom heim;

Esse sono do neném.

Quando todos os bebês                  dormem,

Aí fica tudo bem...

E as fadas dizem,

          Amém!!!


Leninisia Alencar


sexta-feira, 11 de julho de 2025

Uma festa feita com fitas

 Foi uma festa 

Feita toda de fita

E veio muita gente, 

Vestida de chita...

Eita coisa bonita!


As crianças dançavam 

E o povo aplaudia!

Fizeram vídeos e fotos 

Pra marcar bem esse dia!

Na abertura do evento, 

Teve  coreografia!


No ambiente externo, 

A praça dos sabores;

Onde todos degustavam 

Sem parar, os melhores!


Teve muita algazarra,

Teve muita alegria 

Nesta festa julina.

Que trabalho incrível 

Feito pelas meninas...

Parabéns 👏 👏 👏 

🎀👒


Leninisia Alencar 

domingo, 15 de dezembro de 2024

O gorro mágico

Há horas, que ele chorava ,

Chorava, e chorava...

Era um choro,

Que não se acabava...


Nenhum brinquedo o agradava,

Não queria ninguém,

Nada estavam bem

E tudo o irritava...


Mas de repente, 

A porta do ateliê se abriu;

E algo o interessou!

Então ele olhou e pediu:


O gorro vermelho;

Imediatamente já o colocou.

E o choro acabou!


Nossa! Foi como 

Um milagre do Céu!

" A propósito, o gorro vermelho 

Era o gorro do papai Noel..."


Leninisia Alencar 


( Vitor,  é um aluno do maternal que ás vezes chora muito)


domingo, 13 de outubro de 2024

Pelas vias, de fato!

 Colírio nos olhos 👀

Para refrescar as retinas 

Spray no nariz 🐽 

Para aliviar as narinas 

Aparelho no ouvido 👂

Para uma audição divina 

Inalador na boca 👄

Para a boa voz matutina 

Creme de reposição 

Para um local cujo nome 

Termina com gina  

Do outro lado, lidocaína...

Para as lacunas da mente,

Quetiapina 

E pro buraco da alma,

Sertralina!

Meniiiiiiiiina!

Que sina...


Leninisia Alencar 


terça-feira, 24 de setembro de 2024

O luxo da simplicidade

 Todo o material usado,

Era o que tinha na unidade 

E aquilo que faltava.

Foi trazido pela equipe "docente"

Em boa quantidade  


Os painéis foram feitos 

Todos a base de impressão 

Também havia pelas paredes 

Muitos desenhos feito a mão 

Finalizando a leveza 

Da linda decoração...


... Sem nenhuma ostentação,

Sem postura saliente 

Fizeram um belo evento 

Num lugar onde a constante 

É o consumo consciente...


O grande brilho 🌟 desse dia,

Foi o sorriso das crianças 

E a presença das famílias 

Que vieram em grande número 

Comemorar toda a festança 


Um exemplo como esse,

" Pra quem tiver interesse"

Deve servir como espelho...🪞 

Vamos dar os parabéns, 

Para a moça de vermelho?!


Leninisia Alencar 


(Parabéns pela festa July!)

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

A Tesoura indomável ✂️

Certa vez, ia acontecer uma festa na escola, era a festa da primavera, feita para as famílias.

E pediram à uma senhora que lá trabalhava,

E tinha uma máquina de costura; 

Que fizesse uma colcha de retalhos

Para a apresentação dos alunos.


E ela se pôs a costurar...

Quando a colcha ficou pronta,

Ela a levou para o ensaio com as crianças.

E  nesse momento aconteceu o inesperado;

Ou seja, algo deu errado:

A colcha ficou pequena!

Não cabiam todos no bailado...


Quando a costureira olhou àquilo, logo pensou:

Já vou dar um jeito nisso

E acabar com esse enguiço!

Começo agora mesmo a cortar,

Retalhos por onde passar!

E saiu rapidamente caminhando em direção daquelas alas 

Onde ficam muitas salas...


Foi quando se deu o grande alvoroço

Pondo em alerta o moço

Que trabalhava na secretaria

Por conta da grande gritaria:


...Vejam, tem um buraco na minha saia!

Quem fez isso, merece uma vaia!

Olhem isso, falta um pedaço na minha calça!

E comigo então, da minha blusa, levaram uma alça!

Uma  que usava tule, 

Quando viu sua roupa cortada,

Resmungou:

Hum! Ai se eu pego quem cortou!!!


E os feitos da tesoura,

Não ficou só na mira das  professoras 

Foi por escola adentro:

Picou o avental das cozinheiras;

Que se armaram com as frigideiras...

Cortou o uniforme das meninas da limpeza; 

Deixando elas numa braveza...


E na portaria, estava a maior confusão!

O pessoal tava numa zanga danada,  

Teve funcionário com a roupa rasgada

Em meio àquela agitação!


E se vocês querem saber,

Não escapou, nem mesmo o pessoal da gestão;

Foram cortados calças,  camisas e um blusão

E o pobre do rapaz

Foi pra casa de calção!


Gente, ninguém ficou livre 

Daquela indomável tesoura

No final das sabatinas,

As coordenadoras, saíram

Enroladas nas cortinas...

Pode um negócio desse?!


A vice, que não gostava de disse-me-disse

Não parava de lamentar 

A sua sorte 

Cada vez que olhava

O estrago no seu short...

 

Já imaginaram o que aconteceria

Se pegassem a dona da tal tesoura?

Huuummmmm!

Deixavam ela na salmoura!

Porque dizem por aí 

Que no dia dessa balbúrdia

faltava um pedaço

Do vestido novo da diretora!...


(Por onde será que ela anda hein???...)


Leninisia Alencar


( Eu amo a escola em que trabalho 

E também amo o meu trabalho)