Hoje está chovendo forte,
Dizem, que é bom e traz sorte.
O telhado é de zinco.
O trabalho, é afinco.
Faz barulho no teto
E ninguém fica quieto.
Um ambiente contagiante,
E o ritmo, eletrizante.
É época de festa junina,
Muita gente pequenina:
Têm menino e menina
E um som que alucina.
Rola música e danças,
Brincadeiras das crianças:
Mamadeiras e lambanças.
É chupeta que voa,
Menino que cai a toa.
Chega a hora do almoço,
Vira àquele alvoroço!
Entre baldes e vassouras,
Os gritos das professoras.
A torneira que pinga...
A tia que xinga...
...Alguém que se perdeu!
A calma do professor Tadeu...
Tem a professora Lia,
Com toda a sua simpatia.
Atendimento na secretaria;
É agente, assistente,
Um entra e sai de gente:
Uns vêm mal e outros contente.
Ufa!!!
Olha vice! Ih, a diretora!!!
Xiiiii, lá vem a coordenadora!
Parece uma grande folia?
Nada disso!
É só o trabalho de mais um dia.
Leninisia Alencar
E.P.G. BENEDITO VICENTE DE OLIVEIRA: 25/06/2013
terça-feira, 25 de junho de 2013
domingo, 23 de junho de 2013
Atônito
A NATUREZA NÃO DA SALTOS;
Devemos respeitar seus passos.
"UMA FLOR NÃO NASCE ANTES DO TEMPO!"
Mas tenho pressa de ter um jardim...
Não há tanto tempo assim!
É inevitável o fim.
Gostaria de ver flores
Ao meu redor agora!
E não de olhos fechados,
Tê-las sobre mim...
Leninisia Alencar
Devemos respeitar seus passos.
"UMA FLOR NÃO NASCE ANTES DO TEMPO!"
Mas tenho pressa de ter um jardim...
Não há tanto tempo assim!
É inevitável o fim.
Gostaria de ver flores
Ao meu redor agora!
E não de olhos fechados,
Tê-las sobre mim...
Leninisia Alencar
sábado, 22 de junho de 2013
Em Cobre!
- Não cobre
- O cobre
- Que cobre
- O pobre
- Isso não se encobre:
- Se descobre...
- Então dobre
- O cobre
- Que cobre
- O pobre
- Foi pouco? Redobre!
- Difícil? Obre!
- Não logre!
- Enrolou? Desdobre!!!
Leninisia Alencar
domingo, 16 de junho de 2013
Cotidiano " EM VERSO&INVERSO"
De manhã fui pro trabalho
Pra garantir o honorário
Mas sai no primeiro horário
Peguei a Van Expressa
Que estava lotada e corria a beça;
Porque todos tinham pressa
Fez zig-zag na pista
Houve uma ordem do motorista:
Pra que se abaixassem os passageiros:
Ao passar pelos bombeiros
Pro metrô, e afinal,
Cheguei ao hospital
Pra rotina de exames
Que é sempre igual.
Quando entro no espaço,
Ocupo logo a cadeira
Puxo a manga, mostro o braço
Sob o olhar da enfermeira
Que tem na mão a agulha de aço
Presa à pequenina mangueira:
-Feche a mão e faça força!
-Se doer não se contorça!
Muitos são os fiascos;
Desta vez, ela encheu dez frascos...
São anos de frequência
Já sou um perito em paciência
Para o mal não há cura,
Nem tão pouco a alma é pura!
Que aventura...
Da farmácia sou freguesa,
O atendimento? Uma beleza!
O que! Acha que isto é uma vida dura?
Bobagem!
Melhor agulha na veia
Do que fagulha da "Véia" :
Pra garantir o honorário
Mas sai no primeiro horário
Peguei a Van Expressa
Que estava lotada e corria a beça;
Porque todos tinham pressa
Fez zig-zag na pista
Houve uma ordem do motorista:
Pra que se abaixassem os passageiros:
Ao passar pelos bombeiros
Pro metrô, e afinal,
Cheguei ao hospital
Pra rotina de exames
Que é sempre igual.
Quando entro no espaço,
Ocupo logo a cadeira
Puxo a manga, mostro o braço
Sob o olhar da enfermeira
Que tem na mão a agulha de aço
Presa à pequenina mangueira:
-Feche a mão e faça força!
-Se doer não se contorça!
Muitos são os fiascos;
Desta vez, ela encheu dez frascos...
São anos de frequência
Já sou um perito em paciência
Para o mal não há cura,
Nem tão pouco a alma é pura!
Que aventura...
Da farmácia sou freguesa,
O atendimento? Uma beleza!
O que! Acha que isto é uma vida dura?
Bobagem!
Melhor agulha na veia
Do que fagulha da "Véia" :
( A diretora)
Leninisia Alencar
Leninisia Alencar
De mestre para mestre
Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares
Quinta-essência de cantares
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!
Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares
São cantigas sem esgares
Onde as lágrimas são mares
De amor teus quintanares
São feito esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzes estrelas luares.
São pra dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.
Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem repares
Que são casais exemplares
E quer no pudor dos lares
Quer no horror dos lupanares
Cheiram sempre os teus cantares
Ao ar dos melhores ares
Pois são simples, invulgares
Quintana, os teus quintanares
Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares
Perdão! digo quintanares.
Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares
São cantigas sem esgares
Onde as lágrimas são mares
De amor teus quintanares
São feito esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzes estrelas luares.
São pra dizer em bares
Como em mansões seculares
Quintana, os teus quintanares.
Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem repares
Que são casais exemplares
E quer no pudor dos lares
Quer no horror dos lupanares
Cheiram sempre os teus cantares
Ao ar dos melhores ares
Pois são simples, invulgares
Quintana, os teus quintanares
Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares
Perdão! digo quintanares.
"Poema de Manoel Bandeira para Mario Quintana: recitado em 25 de agosto de 1966 em homenagem aos 60 anos de Quintana"
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Cardápio
- Pachorrenta
- RABUGENTA
- Nunca senta
- SÓ INVENTA
- Tudo enfrenta
- QUEM AGUENTA
- O ardido da pimenta?
- E TEM CARA DE POLENTA
- Interessa?...
- EXPERIMENTA!!!
- Pra acalmar, tome água benta.
Leninisia Alencar
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Antagônico
Não me de bom dia!
Se me olhar,
Se me olhar,
não sorria!
Você não faz parte
da minha alegria!
Que ironia,
Eu ser envolto
no seu dia-a-dia.
Ai que agonia!!!
Leninisia Alencar
Você não faz parte
da minha alegria!
Que ironia,
Eu ser envolto
no seu dia-a-dia.
Ai que agonia!!!
Leninisia Alencar
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